Arquivos mensais: maio 2015

Um pouco da história do Tango

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A dança, assim como as demais manifestações artísticas, é uma via de expressão capaz de representar diferentes idéias. A cada novo tipo de dança, perpetuam-se valores que fazem de um determinado estilo dançante sinônimo de determinados sentimentos. Na Argentina, o tango tornou-se sinônimo de paixão, melancolia e tristeza. Conforme sentencia uma famosa expressão “o tango é um pensamento triste que se pode dançar”. No entanto, ao contrário do que pensamos, o tango não “nasceu” triste e argentino.

Ao longo do século XIX, a jovem nação argentina incentivou a entrada de imigrantes europeus no país para que os mesmos pudessem ampliar a mão-de-obra disponível e, conforme relatos da época, “refinar” a cultura pelo contato com espanhóis, franceses, poloneses e italianos. Dos contingentes trazidos para ocupar novos postos de trabalho na Argentina, formou-se uma imensa população masculina que deixava a família para tentar a sorte em terras estrangeiras. Em pouco tempo, o excedente populacional masculino possibilitou a abertura de diversos prostíbulos no país.

De acordo com recentes pesquisas, no final do século XIX, só a capital Buenos Aires contava com mais de 200 casas de prostituição. A procura pelas prostitutas era tão grande que os homens faziam fila à espera de fácil prazer sexual. Foi quando, a grande circulação de pessoas nas casas de prostituição argentinas deu espaço para a encenação de números musicais enquanto os clientes esperavam a sua vez. Nesse instante, apareciam grupos que intercambiavam suas distintas experiências musicais. A polca europeia, a havaneira cubana, o candombe uruguaio e a milonga espanhola firmaram o nascimento do tango argentino.

Em seus primeiros anos, o tango era formado por um trio musical executante de ritmos mais acelerados e os passos de dança tinham muita sensualidade. Só mais tarde que os tangos começaram a ganhar suas primeiras letras. Fazendo jus ao seu local de origem, as primeiras letras descreviam situações libidinosas sobre os prostíbulos e as meretrizes. Por isso, durante algum tempo, o tango era sinônimo de imoralidade. As pessoas de “boa índole” tinham verdadeira aversão à prática desse tipo de música dançante. No entanto, os imigrantes que voltavam para Europa tinham popularizado o estilo, principalmente na cidade de Paris.

Os diversos ataques contra o tango perderam força mediante a popularização e as transformações sofridas com a chegada do ritmo à Europa. Atacado ainda por religiosos, o tango chegou a ser dançado para o papa Pio X, para que o mesmo julgasse suas características. Aprovado por Vossa Santidade e influenciado pela escola européia, o tango começou a ganhar um ritmo mais lento e passos mais cadenciados. No início do século XX, as letras começam a incorporar temáticas para fora do prostíbulo. Tempos depois veio a ser considerado uma expressão típica artística de “todos” argentinos.

Saindo dos prostíbulos para os salões de festa, o tango alcançou sua máxima popularização com o estrondoso sucesso do cantor Carlos Gardel. Sendo conhecido como uma dos mais famosos cantores de tango, Gardel mostrou sua música nos palcos e internacionalizou sua arte com a gravação do filme “El Dia Que Me Quieras”. Ainda hoje, o tango é uma das expressões artísticas mais conhecidas na Argentina e seus espetáculos atraem turistas de todo o mundo.

Fonte: http://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/historia-do-tango.htm

Benefícios da dança para a saúde psicológica

1. A dança de salão pode produzir algum benefício psicológico em quem a pratica? Quais?

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Sim, são muitos. A dança de salão como um conjunto de movimentos harmônico, rítmico e com um parceiro pode cognitivamente estimular a memória, a criatividade, o raciocínio espacial e a linguagem. Fisiologicamente pode regular o estresse, o sono, a ansiedade e diminuir níveis de irritabilidade, dentre outros. Socialmente melhorar a interação social, a autoconfiança, a autoestima, a autoimagem e melhorar habilidades sociais inclusive. Fora a estimulação da inteligência cinética, que é o aprimoramento dos movimentos rítmicos e coordenados do corpo. Já se sabe que determinados atletas são providos desse tipo de inteligência, e a dança de salão pode estimulá-la. Todos esses benefícios ocorrem porque a dança de salão possui meios de estimular psicologicamente o praticante e interferir diretamente em fatores psicopatológicos.

2. A dança é dita por algumas pessoas que a praticam como uma atividade terapêutica. Mas, a dança de fato pode ser indicada como uma atividade terapêutica para algum paciente? Por quê? 

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Sim, sem dúvida. Em primeiro lugar por proporcionar benefícios psicológicos, sociais e fisiológicos amplos. Em segundo lugar por ser a dança um mecanismo de desenvolvimento psicossocial.  E em terceiro por se tornar um coadjuvante nas psicoterapias. Casais que praticam dança de salão juntos tendem a ser mais compreensivos um com o outro, melhorar a comunicação, modificar a forma com que veem e entendem um ao outro, se tornar mais pacientes e até mesmo levar esses benefícios para a cama. Se o paciente tem dificuldades de se posicionar frente a uma paquera, tem insegurança, autoestima baixa e autoconceito retorcido, a dança de salão pode ser um ótimo potencializador da psicoterapia. Veja que não substitui a psicoterapia, mas se torna coadjuvante.

3.Cite exemplos de casos em que a dança pode ser uma boa recomendação como terapia para o paciente.

Terapia de casal, pessoas com depressão crônica, pacientes com autoestima e autoconceito baixos. Casos de transtorno psicomotor, autismo infantil, pacientes hospitalizados com problemas crônicos. Grávidas com  depressão, dentre outros. Vale lembrar que essas recomendações não devem substituir a psicoterapia, pois pode haver um efeito chamado transferência sintomática, que é quando os sintomas voltam devido à falta de ajuda de um psicoterapeuta. Sozinha a dança tem eficácia em alguns casos, mas a psicoterapia é garantia de uma boa análise da estrutura de personalidade que gera determinados transtornos.

4.Geralmente as pessoas sentem prazer ao dançar. O que acontece no corpo humano que faz com que essa sensação seja sentida no momento da dança?

A interação social e corporal do momento da dança, o exercício físico aeróbio, a manutenção da concentração por um longo período, a descarga hormonal proporcionada pelo exercício físico e etc são mecanismos disparados em todo o  sistema nervoso, o corporal, o muscular, o esquelético e psíquico durante a dança. Descargas de adrenalina e de outros hormônios são responsáveis pela geração do prazer e outros benefícios psicológicos indiretamente.

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