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O que é a dança contemporânea?

A dança contemporânea é uma coleção de sistemas e métodos desenvolvidos da dança moderna e pós-moderna, ela é muito mais que uma técnica específica, mais até que os outros tipos reafirmam a especificidade da arte da dança.

Dança contemporânea não é teatro, nem cinema e muito menos literatura, não precisa de mensagem, de histórias e uma trilha sonora completa, como ocorre na dança clássica, onde o bailarino geralmente executa coreografias prontas e segue um roteiro coreográfico pré-concebido, diferentemente da dança contemporânea onde o corpo em movimento estabelece sua própria dramaturgia, musicalidade e história, criando outro tipo de vocabulário e sintaxe.

Para a ciência o pensamento se faz no corpo e o corpo que dança se faz pensamento, ou seja, completam-se, isso se evidencia nesse estilo de dança. Ela não se define em técnicas ou movimentos específicos, pois o bailarino tem autonomia para construir suas próprias particularidades coreográficas.

dancacontemporanea2A liberdade trazida pela perspectiva não significa que ela
ignora as ideias fortes e a inventividade das grandes obras de qualquer forma artística, nem mesmo um domínio técnico. O corpo na dança contemporânea é constituído na maioria das vezes a partir de técnicas somáticas, assim trazem o trabalho da conscientização corporal e do movimento. Para Jean George Noverre, um grande pioneiro da dança contemporânea, é necessário a transgressão das regras. Ele diz que será preciso transgredi-las e delas se afastar constantemente, opondo-se sempre que deixarem de seguir exatamente os movimentos da alma, que não se limitam necessariamente a um número determinado de gestos, isto é, não perder um determinado ponto, deixar o corpo fluir sem limites de acordo com os movimentos, não apenas executá-los e sim senti-los.

dancacontemporaneaNum mundo em constante mudança, onde se tem diariamente tantas
conquistas e descobertas sobre nós, ficar tratando a dança como apenas uma repetição mecânica de passos bem executados é reduzi-la a algo menor, ou seja,  assim como as pessoas mudam durante o tempo, a dança também muda. Portanto, o ser humano pode usufruir mais de suas habilidades criativas e ir bem mais
longe.

Esta é a proposta da dança contemporânea, na medida em que dá mais
liberdade ao bailarino, o incentiva a ir além dos seus limites e a cada dia
evoluir junto com a dança.

Texto de Francielly Farias

Fonte: http://www.escolabolshoi.com.br/bolshoi/Portugues/detPostagens.php?c=MjA2NA%3D%3D

O que dançar traz de bom para a vida?

o-que-dancar-traz-de-bom-para-a-vidaPor Flavia Paradela

Antes de elaborar qualquer alfabeto escrito, o ser humano dispunha de uma complexa ferramenta, porém de infinitas possibilidades de expressão: o corpo.
Usando a emissão de sons guturais ou monossilábicos, explorando seu gestual de forma espontânea ou codificada, os primeiros habitantes da Terra buscaram comunicação entre si e com o Incognoscível.

Dançar para conseguir a caça (o alimento), dançar para os deuses e deusas da natureza, dançar para a procriação, dançar para a guerra, para comemorar a colheita.
Assim como criaram utensílios que facilitassem as atividades diárias, hoje recebendo a denominação de objeto de arte nos museus, a dança era parte integrante da vida nos primeiros tempos, antes de ser projetada para espaços específicos para sua apreciação.

dançarOnde foi que perdemos a conexão com o nosso corpo e com o movimento inerente a ele?

Uma das explicações pode estar em quando o homem deixa o nomadismo para fixar-se em lugares onde possa cultivar ou extrair algo, criando sua prole, listando agregados, e assim elaborando ações que organizem estes pequenos grupos que aí se formam, já esboçando o que entenderíamos como sociedade posteriormente.

Na Grécia, berço de muitas ideias que temos permeado em nosso tempo desde então, surge o conceito de sociedade, com leis que determinam quem é cidadão, seus direitos e deveres, qual a posição de cada elemento neste contexto e suas funções.

No início tínhamos o comando das tribos através do matriarcado, onde respeito e sabedoria eram recebidos com reverência e não aceitos através do medo, injetado com a ocupação pelo patriarcado.

No matriarcado, a ideia de união do masculino e feminino em cada ser era algo natural, enquanto no patriarcado é feito um corte, soterrando o culto à Grande Deusa e todos os rituais (incluindo a dança como forma de oração) a ela relacionados, segregando estas partes, que por si só são inseparáveis.

Hoje, apesar de ainda vivermos tantas formas de preconceito, há uma abertura de consciência entre homens e mulheres, mesmo que tardiamente, onde se permitem vivenciar seu gesto, corpo, movimento nas mais variadas modalidades de dança existentes.

Deixando um pouco de lado a busca estética da dança, que se conquista através de maior disponibilidade de tempo para treino contínuo, o ato de dançar contribui para um movimento energético interno, fazendo circular o que estava parado, aumentando o fluxo de respiração, oxigenação do cérebro, ligações sinápticas, propiciando um mover-se mais fluído, pensamentos mais claros, coerência entre mente e gesto.

balletDançar provoca ainda um olhar mais atento para tudo ao nosso redor, assim como o que nos acomete pelo lado de dentro: onde estão os pontos fracos e fortes, onde há maior rigidez ou flexibilidade, quais canais de percepção atuantes, o que de ambos os lados (dentro e fora de mim) se repelem ou se aproximam e que são combustíveis para o agir ou não-agir.

 

Dançar propicia a integração. O eu comigo mesmo, o eu com o outro, o eu com o mundo.

Somos todos, peças de uma mesma engrenagem, que está em constante movimento e sempre faz a cada um o convite de permitirmo-nos as infinitas possibilidades que a vida oferece a cada instante.

Estagnação foi um conceito criado e cultuado pelo homem, porém, o Universo cria sua própria dança sempre que o movimento se faz necessário.

Reconhecer que há em si a porção masculina e feminina, cada um com as atribuições que lhe são específicas, porém complementares, é parte deste processo de integração.

Aproximar mente-corpo-espírito é unir elos fundamentais para uma vida criativa, próspera, equilibrada, e a dança nos dá este caminho.

Sabe aquela música que quando vocês ouvem sempre uma parte do seu corpo se manifesta, convidando-o a dançar? Pois então! Coloque-a em alto e bom som (mesmo que com fones de ouvido para não perturbar o vizinho) e ponha-se à mexer, sem se importar com considerações de qualquer natureza.

O melhor de tudo será a sensação de alegria e bem estar que isto trará a você!

Dance por qualquer razão, pois o corpo não cria distinção ao expressar-se, e sim viabiliza a inclusão do que faz uma totalidade.

Por Equipe Instituto Biosegredo

Fonte: http://horoscopovirtual.uol.com.br/artigos/o-que-dancar-traz-de-bom-para-a-vida

Top 10 filmes sobre dança

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Há filmes que mexem conosco e há filmes que mexem conosco literalmente! A magia da dança sempre contagiou os realizadores de Hollywood, que não se cansaram de produzir histórias dançantes com atores naturalmente talentosos e outros que tiveram de aprender a dançar para nos mostrarem o que valem e que,  não se saíram nada mal.

1. Saturday Night Fever – “Febre de Sábado à Noite” (1977)

saturday-night-fever John Travolta, no papel de Tony Manero é um mecânico que se transforma em um dançarino aplaudido, nas fervorosas noites de sábado nos loucos anos 70. Claro que uma pista de dança não está completa sem um par, por isso, Tony conhece Stephanie (Karen Lynn Gorney) e juntos competem numa prova de dança, apoiando-se mutuamente para que possam perseguir os seus sonhos, tanto dentro como fora das discotecas. Numa época em que reinava o poliéster, as calças  boca-de-sino e as bolas espelhadas, ainda há muito para se aprender.

2. Flashdance (1983)

flashdanceO clássico de todos os clássicos e um fiel retrato dos anos 80, Flashdance conta a história da Alex Owens (Jennifer Beals), uma mulher que de dia trabalha como soldadora e à noite é dançarina, enquanto sonha conseguir um lugar numa prestigiada companhia de dança. Motivada pelo seu chefe/namorado, Nick Hurley (Michael Nouri), Alex dança até não poder mais, até concretizar o seu sonho.

3. Strictly Ballroom (1992)

strictly-ballroomSe você adora danças de salão, este filme é para você. Não falta nada nesta comédia romântica australiana – desde roupas e sapatos fantásticos, a coreografias cativantes  – onde o dançarino profissional Scott Hastings (Paul Mercurio) e a sua aprendiza Fran (Tara Morice) ousam desafiar todas as convenções das tradicionais danças de salão.

4. Dirty Dancing (1997)

dirty-dancingUm clássico que dispensa apresentações, ao som da música e com a paixão pela arte de dançar a correr-lhes pelas veias, Francis “Baby” Houseman (Jennifer Grey) e Johnny Castle (Patrick Swayze) sabem o que estão a fazer e querem que o mundo saiba. Francis é uma jovem proveniente de uma família prestigiada que se apaixona pelo seu instrutor de dança, Johnny, num campo de férias. O resto, como se costuma dizer, é dança

5. Dance With Me (1998)

dance-with-meNum filme romanticamente latino, não podia faltar uma boa dose de dança sensual. Com a morte da mãe, o cubano Rafael parte para Houston em busca do seu pai, John, que desconhece a sua existência. John é dono de um estúdio de dança que fervilha com a excitação e os preparativos em torno de um campeonato que vai decorrer em Las Vegas. E como filho de peixe sabe nadar, Rafael mostra que nasceu para dançar, lado a lado com a estrela do estúdio Ruby, protagonizada pela bela Vanessa Williams. Com muitos ensaios, vários estilos e coreografias espetaculares, este é o filme que o vai levar a inscrever-se finalmente em aulas de dança.

6. Center Stage (2000)

center-stageNo meio do palco deste filme estão três jovens – Jodie, Eva e Maureen – que procuram o sucesso e a fama na prestigiada Academia Americana de Ballet… e depressa aprendem que a dança está cheia de obstáculos inesperados. Os movimentos, poses, posturas e trabalho de pés extraordinário é uma lufada de ar fresco que vai deixar todos a desejar terem dançado pelo mesmo caminho artístico. Acima de tudo, esta história mostra que a dança tem de ser um prazer e não um dever… aliás é mesmo assim que a imaginamos, não é?

7. Save the Last Dance – “Ao Ritmo do Hip-Hop” (2001)

save-the-last-danceDepois da morte da mãe, Sara (Julia Stiles) vê-se obrigada a ir viver com o pai. Consumida pelos remorsos – a mãe morreu num acidente de viação a caminho de um dos seus espetáculos de dança – a bailarina arruma os seus sapatos… até conhecer Derek (Sean Patrick Thomas), um jovem apaixonado pelo hip-hop e pela vida. Com uma química inquestionável entre ambos, só podiam mesmo entregar-se ao ritmo do hip-hop e não só. Apesar de ser um romance juvenil, a qualidade da dança neste filme é extraordinária…

8. Shall We Dance – Vamos Dançar? (2004)

shall-we-danceJohn Clark (Richard Gere) é um homem que tem tudo, incluindo a felicidade, mas na viagem diária entre o trabalho e a casa, cruza olhares com uma bela mulher num estúdio de dança, o que o leva a inscrever-se no mesmo. A linda Paulina (Jennifer Lopez) que acaba por ser a sua instrutora. John depressa percebe que o que lhe faltava na vida não era um affair, mas sim uma nova paixão… a paixão pela dança. Obcecado com o seu novo hobby, John trava uma amizade sincera com Paulina e começa a treinar para uma importante competição… sempre às escondidas dos familiares e amigos. Claro que a sua mulher Beverly (Susan Sarandon) rapidamente percebe o estranho comportamento do seu marido… será que ela vai aprovar os passos que o marido tem andado a dar?

9. Mad Hot Ballroom (2005)

mad-hot-ballroomQualquer pessoa – nova ou velha, homem ou mulher – pode aprender a dançar: é essa a valiosa e divertida lição deste documentário que registra como um grupo de crianças de 11 anos, provenientes de três escolas públicas de Nova Iorque, aprenderam a dançar em muito pouco tempo. Inicialmente relutantes em entregarem-se ao tango e ao swing,  vê-los transformarem-se em damas e cavaleiros para se apresentarem, com pompa e circunstância, no campeonato final da cidade. De fazer abrir bem os olhos e deixar muitas bocas abertas, talvez esteja aqui a motivação que lhe falta…

10. Step Up (2006)

step-upO acaso junta Tyler Gage, um adolescente rebelde a cumprir serviço comunitário e Nora Clark, uma bailarina de ballet de enorme talento. Ele precisa de encontrar o seu rumo na vida, ela precisa de um parceiro, para convencer, de uma vez por todas, o mundo da dança. Será que a pista os consegue juntar? Realizado por Anne Fletcher e protagonizado por Channing Tatum, Jenna Dewan, Domaine Radcliff, De’shawn Washington, Drew Sidora, Rachael Griffiths, mais de hora e meia de bons ritmos, algum romance e uma cena numa discoteca que não pode perder…

Não perca mais tempo e venha aprender a dançar aqui na Dance Sempre!

Texto publicado originalmente em: http://passobase.com/artigos/top-10-filmes-sobre-danca

Dança dos Noivos

A primeira dança do casal é um momento marcante da festa. Pra ficar ainda melhor, que tal fazer umas aulas de dança aqui na Dance sempre e surpreender?

Músicas bem escolhidas, aliadas a belas coreografias, atraem a atenção dos convidados e causam admiração em quem assiste.

Mesmo que a opção seja a tradicional valsa dos noivos, o ensaios farão com que vocês se soltem e dancem de uma forma mais bonita e elegante, sem precisar ficar só no “dois pra lá e dois pra cá”.

DANÇA-DOS-NOIVOS

8 dicas para arrasar na primeira dança

1- Escolham a música com bastante antecedência para que tenham tempo de ensaiar.

2- Entrem em contato com a Dance Sempre para agendar as aulas, que podem ser no dia e horário que vocês quiserem.

3- Deixem a timidez de lado e se soltem para surpreender ainda mais os espectadores, porém se vocês são muito tímidos  evitem performances muito exageradas e escolham uma música bonita com passos simples.

4- Ao escolher uma música e elaborar a coreografia, vejam se os passos são possíveis de serem executados com o modelo do vestido escolhido ou se é possível uma troca de vestido.

5- Permita que o professor oriente vocês sobre o que fazer de acordo com o preparo físico de cada um.

6- Evitem comentar com os amigos e parentes sobre a música escolhida, a surpresa será ainda melhor.

7- Oriente a cerimonialista para que não deixem as crianças invadirem a pista na hora da entrada de vocês, crianças dançando são bonitinhas e sempre roubam a cena.

8- Mesmo que algum passo saia errado na hora, mantenham uma postura confiante e continuem dançando como se nada tivessem acontecido, afinal ninguém, além de vocês saberá que algum passo saiu errado. Aqui na Dance Sempre editamos a música que o casal desejar, até que ela fique perfeita ao gosto de vocês, sem nenhum custo adicional!

Sugestões de música para a dança dos noivos:

Tendências:

Ed Sheeran – Thinking Out Loud

Christina Perri – A Thousand Years

Valsas tradicionais

Danúbio azul – Johann Strauss

Valsa do imperador – Johann Strauss

Contos dos Bosques de Viena – Johann Strauss

Tangos

Por una Cabeza – Carlos Gardel

El tango de Roxanne

Encanto Rojo – Fabio Hager

Valsa Maluca

Boleros:

She will be loved – Maroon 5

Besame Mucho – Consuelo Velasquez

Você é linda – Caetano Veloso

Para mais sugestões entre em contato com a gente! Telefone: 41 30762122 Whatsapp: 4198865633 venhapara@dancesempre.com  |  www.dancesempre.com

10 motivos para você aprender dança de salão

Dança de salão Ser saudável envolve vários fatores, os principais deles são alimentação balanceada e exercício físico. Para os que não gostam muito dos exercícios tradicionais das academias, mas querem praticar alguma atividade, uma opção é a dança de salão. Antes que você se imagine dançando no “Baile da Saudade” com o seu avô, saiba que a prática está ganhando espaço e conquistando gente de todas as idades. Os ritmos da dança de salão vão desde os clássicos tango e bolero, até os latinos samba, salsa, zouk e os “badalados” forró e sertanejo. Existem inúmeros motivos para aprender dança de salão, confira 10 motivos para você se matricular em uma aula de dança de salão ainda hoje:

1. Dançar faz bem para a saúde: aumenta a frequência cardíaca, estimula a circulação do sangue e melhora a capacidade respiratória;

2. Além das aulas, a dança de salão é uma atividade a dois: aumente seu círculo de amizades;

3. Acolhe todo mundo: não existe restrição de idade, sexo ou tipo de corpo;

4. Autoconhecimento: você passa a conhecer melhor seu corpo quando dança;

5. Emagrece! Uma aula de dança de salão pode queimar até 700 calorias;

6. Depois de um dia estressante de trabalho, dançar relaxa;

7. Aumenta a autoestima: quando você dança, mais pessoas olham para você; 8. Vence timidez e ganha mais confiança;

9. Trabalha a postura, a agilidade e a coordenação motora;

10. Dançar aumenta a qualidade de vida e te faz mais feliz. Experimente!

Então não perca mais tempo e venha pra Dance Sempre!

Um pouco da história do Tango

Confira os horários das aulas de tango em nosso site www.dancesempre.com/horarios

A dança, assim como as demais manifestações artísticas, é uma via de expressão capaz de representar diferentes idéias. A cada novo tipo de dança, perpetuam-se valores que fazem de um determinado estilo dançante sinônimo de determinados sentimentos. Na Argentina, o tango tornou-se sinônimo de paixão, melancolia e tristeza. Conforme sentencia uma famosa expressão “o tango é um pensamento triste que se pode dançar”. No entanto, ao contrário do que pensamos, o tango não “nasceu” triste e argentino.

Ao longo do século XIX, a jovem nação argentina incentivou a entrada de imigrantes europeus no país para que os mesmos pudessem ampliar a mão-de-obra disponível e, conforme relatos da época, “refinar” a cultura pelo contato com espanhóis, franceses, poloneses e italianos. Dos contingentes trazidos para ocupar novos postos de trabalho na Argentina, formou-se uma imensa população masculina que deixava a família para tentar a sorte em terras estrangeiras. Em pouco tempo, o excedente populacional masculino possibilitou a abertura de diversos prostíbulos no país.

De acordo com recentes pesquisas, no final do século XIX, só a capital Buenos Aires contava com mais de 200 casas de prostituição. A procura pelas prostitutas era tão grande que os homens faziam fila à espera de fácil prazer sexual. Foi quando, a grande circulação de pessoas nas casas de prostituição argentinas deu espaço para a encenação de números musicais enquanto os clientes esperavam a sua vez. Nesse instante, apareciam grupos que intercambiavam suas distintas experiências musicais. A polca europeia, a havaneira cubana, o candombe uruguaio e a milonga espanhola firmaram o nascimento do tango argentino.

Em seus primeiros anos, o tango era formado por um trio musical executante de ritmos mais acelerados e os passos de dança tinham muita sensualidade. Só mais tarde que os tangos começaram a ganhar suas primeiras letras. Fazendo jus ao seu local de origem, as primeiras letras descreviam situações libidinosas sobre os prostíbulos e as meretrizes. Por isso, durante algum tempo, o tango era sinônimo de imoralidade. As pessoas de “boa índole” tinham verdadeira aversão à prática desse tipo de música dançante. No entanto, os imigrantes que voltavam para Europa tinham popularizado o estilo, principalmente na cidade de Paris.

Os diversos ataques contra o tango perderam força mediante a popularização e as transformações sofridas com a chegada do ritmo à Europa. Atacado ainda por religiosos, o tango chegou a ser dançado para o papa Pio X, para que o mesmo julgasse suas características. Aprovado por Vossa Santidade e influenciado pela escola européia, o tango começou a ganhar um ritmo mais lento e passos mais cadenciados. No início do século XX, as letras começam a incorporar temáticas para fora do prostíbulo. Tempos depois veio a ser considerado uma expressão típica artística de “todos” argentinos.

Saindo dos prostíbulos para os salões de festa, o tango alcançou sua máxima popularização com o estrondoso sucesso do cantor Carlos Gardel. Sendo conhecido como uma dos mais famosos cantores de tango, Gardel mostrou sua música nos palcos e internacionalizou sua arte com a gravação do filme “El Dia Que Me Quieras”. Ainda hoje, o tango é uma das expressões artísticas mais conhecidas na Argentina e seus espetáculos atraem turistas de todo o mundo.

Fonte: http://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/historia-do-tango.htm

Benefícios da dança para a saúde psicológica

1. A dança de salão pode produzir algum benefício psicológico em quem a pratica? Quais?

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Sim, são muitos. A dança de salão como um conjunto de movimentos harmônico, rítmico e com um parceiro pode cognitivamente estimular a memória, a criatividade, o raciocínio espacial e a linguagem. Fisiologicamente pode regular o estresse, o sono, a ansiedade e diminuir níveis de irritabilidade, dentre outros. Socialmente melhorar a interação social, a autoconfiança, a autoestima, a autoimagem e melhorar habilidades sociais inclusive. Fora a estimulação da inteligência cinética, que é o aprimoramento dos movimentos rítmicos e coordenados do corpo. Já se sabe que determinados atletas são providos desse tipo de inteligência, e a dança de salão pode estimulá-la. Todos esses benefícios ocorrem porque a dança de salão possui meios de estimular psicologicamente o praticante e interferir diretamente em fatores psicopatológicos.

2. A dança é dita por algumas pessoas que a praticam como uma atividade terapêutica. Mas, a dança de fato pode ser indicada como uma atividade terapêutica para algum paciente? Por quê? 

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Sim, sem dúvida. Em primeiro lugar por proporcionar benefícios psicológicos, sociais e fisiológicos amplos. Em segundo lugar por ser a dança um mecanismo de desenvolvimento psicossocial.  E em terceiro por se tornar um coadjuvante nas psicoterapias. Casais que praticam dança de salão juntos tendem a ser mais compreensivos um com o outro, melhorar a comunicação, modificar a forma com que veem e entendem um ao outro, se tornar mais pacientes e até mesmo levar esses benefícios para a cama. Se o paciente tem dificuldades de se posicionar frente a uma paquera, tem insegurança, autoestima baixa e autoconceito retorcido, a dança de salão pode ser um ótimo potencializador da psicoterapia. Veja que não substitui a psicoterapia, mas se torna coadjuvante.

3.Cite exemplos de casos em que a dança pode ser uma boa recomendação como terapia para o paciente.

Terapia de casal, pessoas com depressão crônica, pacientes com autoestima e autoconceito baixos. Casos de transtorno psicomotor, autismo infantil, pacientes hospitalizados com problemas crônicos. Grávidas com  depressão, dentre outros. Vale lembrar que essas recomendações não devem substituir a psicoterapia, pois pode haver um efeito chamado transferência sintomática, que é quando os sintomas voltam devido à falta de ajuda de um psicoterapeuta. Sozinha a dança tem eficácia em alguns casos, mas a psicoterapia é garantia de uma boa análise da estrutura de personalidade que gera determinados transtornos.

4.Geralmente as pessoas sentem prazer ao dançar. O que acontece no corpo humano que faz com que essa sensação seja sentida no momento da dança?

A interação social e corporal do momento da dança, o exercício físico aeróbio, a manutenção da concentração por um longo período, a descarga hormonal proporcionada pelo exercício físico e etc são mecanismos disparados em todo o  sistema nervoso, o corporal, o muscular, o esquelético e psíquico durante a dança. Descargas de adrenalina e de outros hormônios são responsáveis pela geração do prazer e outros benefícios psicológicos indiretamente.

 Texto de:

29 de abril, dia internacional da Dança!

Parabéns a todos aqueles que dançam!
Parabéns a todos aqueles que dançam!
O 29 de abril, Dia Internacional da Dança, ainda é uma efeméride nova e mesmo desconhecida para muita gente. Embora tenha sido instituída em 1982 pelo CID (Comitê Internacional da Dança) da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), só começou a ser realmente lembrada no Brasil nos últimos anos. Cada vez mais, no entanto, artistas e profissionais da área reconhecem que é importante celebrar a data para, inclusive, dar maior visibilidade à dança, lembrar de sua importância e de suas demandas. Ao criar o Dia Internacional da Dança a UNESCO escolheu o 29 de abril por ser a data de nascimento do mestre francês Jean-Georges Noverre (1727-1810), um reformulador cuja obra conta com um estudo precioso de Marianna Monteiro, no livro Noverre, Cartas sobre a Dança, publicado em 1998 pela Edusp. Por coincidência, entre os brasileiros a data também pode estar associada ao aniversário de uma personalidade de indiscutível importância: Marika Gidali, a bailarina que, com Décio Otero, fundou o Ballet Stagium em 1971 em São Paulo, para inaugurar no Brasil uma nova maneira de se fazer e apreciar dança. Neste ano, a UNESCO comemora o Dia Internacional da Dança em consonância com o Ano Internacional de Reaproximação das Culturas, conforme a ONU (Organização das Nações Unidas) está identificando 2010. Dentro desse contexto, Irina Bokova, nova diretora geral da ONU, propõe uma visão universal, que ela chama de “novo humanismo”. Ou seja, uma visão aberta para a comunidade humana como um todo, capaz de proporcionar uma resposta humanista para a globalização e a crise, objetivando a salvaguarda da coesão social e a preservação da paz. “A dança, por ser parte central de todas as culturas, constitui o meio ideal para aproximar pessoas de diferentes países”, diz Bokova. “Não há melhor meio do que a dança para ilustrar vividamente a diversidade cultural e incorporar a reaproximação”, ela enfatiza. Por conta do Dia Internacional da Dança, o Conectedance consultou artistas e profissionais da área para que se manifestassem sobre questões como o significado da data, a importância de comemorá-la, o que de fato se comemora em um país como o Brasil, o que essa celebração pode trazer para o setor. Leia abaixo as respostas, obtidas por e-mail ou por telefone (a relação de nomes está em orgem alfabética). . Adriana Grechi, coreógrafa, diretora do Núcleo Artérias e do Festival de Dança Contemporânea de São Paulo: “O significado do Dia Internacional da Dança é celebrar e chamar atenção para a existência e importância da dança como manifestação artística. Acho importante comemorá-lo para criar visibilidade para as diferentes danças e suas necessidades. Mais importante ainda é tornar visível o debate sobre a ausência de reais políticas públicas para a dança (editais não substituem programas de políticas públicas). O que comemoramos de fato é a potência da dança e sua importância para a sociedade na qual está inserida.” . Adriana Pavlova, jornalista especializada em dança, colaboradora do caderno Ilustrada do jornal Folha de S.Paulo: “Eu pessoalmente não acredito neste tipo de data comemorativa mas, no caso da dança, se a ocasião acabar servindo como uma chance para novas discussões e reflexões sobre as políticas públicas para a área, os festejos são bem-vindos. Se a comemoração for encarada como um ato político, se conseguir unir profissionais para mais discussões sobre a dança hoje, principalmente sobre as políticas públicas, envolvendo inclusive autoridades, poderá efetivamente surtir efeitos mais amplos.” . Alexandra Itacarambi, curadora de dança do Centro Cultural São Paulo: “O Comitê Internacional de Dança, órgão ligado à UNESCO, foi extremamente feliz ao instituir 29 de abril como o Dia Mundial da Dança. Por mais demagogas que as datas comemorativas possam parecer, elas conseguem realmente sensibilizar um público maior e os veículos de comunicação em torno de um tema que nem sempre é abordado com a mesma profundidade em outros momentos. A data ajuda a promover reflexões e discussões que ultrapassam a comunidade da dança e reverberam para um público maior. O próprio Centro Cultural São Paulo pode servir de exemplo positivo neste sentido. Na mesma semana em que o mundo inteiro celebra a data, iniciamos o Semanas de Dança – Diálogos, projeto de temporadas de dança com um formato inédito. Novas possibilidades de interação com o espaço, novas linguagens, novos “consumidores” para a dança, novas zonas de troca com outras manifestações artísticas, enfim… um período de vivência efetiva da dança que nasce nesta semana de comemoração. Um momento de mobilização e sensibilização que corrobora com os anseios da dança no mundo contemporâneo.” . Cássia Navas, pesquisadora, ensaísta, professora do Instituto de Artes da Unicamp (Universidade de Campinas): “O Dia Internacional da Dança é uma data afirmativa para a dança, uma maneira de marcar o território de um campo, para afirmar seus valores e importância de forma organizada e no maior número de locais do planeta. A comemoração possibilita visibilidade, debate e encaminhamento de propostas interessantes, que podem abrir horizontes novos. Sua escolha, no dia do nascimento de Noverre, sistematizador da dança de sua época, em busca de um maior protagonismo para esta arte, aponta para este sentido.” . Helena Katz, crítica de dança do jornal O Estado de S.Paulo, professora no Curso Comunicação nas Artes do Corpo e no Programa em Comunicação e Semiótica da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo): “O Dia Internacional da Dança é importante como mais um espaço de mobilização em torno deste assunto. Por conta da dança ter tão pouca visibilidade social neste momento, a comemoração traz uma visibilidade interna, o que também é necessário porque nos estimula a refletir sobre este problema, sobre o que faremos até o próximo ano para melhorar a situação. A data representa uma oportunidade para que se desenvolvam estratégias políticas de comunicação. Mesmo não sendo uma data com a repercussão de um dia das Mães, é importante planejar para que no próximo ano o cenário seja diferente, para que a dança tenha visibilidade cada vez maior.” . Hulda Bittencourt, fundadora e diretora da Cisne Negro Cia. de Dança: “Existe data para todas ou quase todas as comemorações. Nada mais justo e louvável que a dança também tenha a sua. A data faz lembrar que a dança é importante para a nossa cultura, que é uma arte que dá alegria para as pessoas, que estimula a sensibilidade. Dá muito trabalho para quem produz, mas muito prazer quando feita com amor, o que eu confirmo na prática: depois de 33 anos produzindo dança, garanto que continua valendo a pena. A data ainda precisa ser mais festejada no Brasil, lembrando que a dança é sinônimo de cultura, educação, prazer, beleza.” . Marcos Moraes, bailarino e coreógrafo, ex-coordenador de dança da Funarte (Fundação Nacional de Artes): “O Dia Internacional da Dança começou a ganhar importância no Brasil por conta dos ataques perpetrados pelo ConFef (Conselho Federal de Educação Física), que tentou subordinar o ensino da dança a seu controle e fiscalização. Como reação, esse dia foi convertido em Dia D da Dança, uma data nacional de protesto e defesa da dança como área autônoma de conhecimento e expressão artística. Creio que a importância de comemorá-la ganha algum sentido por tratar-se de um momento de unidade simbólica e concreta, surgida, entre nós, como estratégia de luta. Assim, em muitos lugares do Brasil são desenvolvidas atividades para dar visibilidade à dança, suas conquistas e demandas. E ajuda-nos essa ideia de um coletivo que, em meio à sua grande variedade e especificidades, sabe encontrar uma voz comum para lembrar ao mundo que os saberes do corpo são uma força que transforma as vidas de todos os que a eles têm acesso. Tudo é movimento. Tudo é dança.” . Mariana Muniz, atriz, bailarina, coreógrafa, fundadora e diretora da Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança: “O Dia Internacional da Dança deveria significar que a dança merece ser lembrada e comemorada como uma arte que diz respeito a todos os cidadãos do nosso planeta. Deveria ser uma data para a lembrança de uma relação harmoniosa e artística com o nosso corpo. Mas, também poderia ser um dia para protestar contra o esquecimento a que os profissionais dessa arte tão difícil estão submetidos em países culturalmente tão pobres como o nosso Brasil. Para mim, o que de fato se comemora no Dia Internacional da Dança é a possibilidade de sermos lembrados como artistas da dança cênica. Alguns anos atrás fiz algumas intervenções nesta data, com alunos meus na Faculdade de Dança e Movimento Anhembi-Morumbi, no saguão da universidade (Campus Centro), como forma de lembrar aos estudantes de outras áreas que a dança é uma arte que merece o olhar atento das pessoas e que não necessita se restringir aos espaços dos teatros. Não sei qual a força que poderia advir de uma comemoração organizada, onde houvesse espaço inclusive para reivindicações da classe… Talvez aí tivesse uma efetividade maior em termos de ativação da memória artística dançante deste país. . Marika Gidali, bailarina, fundadora e diretora do Ballet Stagium: “Acho que qualquer dia que junte a classe é interessante. Uma data especial da dança é uma forma de pensar, repensar, de comemorar uma expressão viva. Cada dia que sobrevivemos como artistas da dança é uma grande comemoração no Brasil. Cada dia é um desafio, que nos pede sempre forças para lutar por essa arte.” . Marina Guzzo, bailarina, pesquisadora, assistente da Gerência de Ação Cultural do Sesc São Paulo: “As datas comemorativas geram visibilidade em torno de um tema. Especificamente para a dança, serve para legitimar as ações que já ocorrem, criando maneiras de mobilizar a sociedade para a importância dessa manifestação que faz parte do patrimônio cultural da humanidade. Este dia proporciona troca e diálogo sobre a situação da classe, favorecendo a  criação de um espaço de discussões e apresentação de propostas. Mas mais importante que isso, o Dia Internacional da Dança relembra nossa possibilidade expressiva, a beleza do corpo em movimento e a grande alegria que é poder dançar. Seria bom se a gente dançasse um pouco, todo dia. Acho que o mundo seria um lugar melhor.” . Maurício de Oliveira, bailarino, coreógrafo, fundador e diretor da Cia. Maurício de Oliveira e Siameses: “O Dia Internacional da Dança serve para nos lembrar dessa arte que celebra a existência do nosso instrumento de ação no mundo: o corpo. Além disso, nos lembra de todas as implicações que surgem a partir do reconhecimento dessa nossa ferramenta de comunicação, que se transforma na medida em que os tempos também se transformam. Mais do que a questão da estética do corpo, para mim o mais primordial é observar o quanto lapidamos nossos sentidos e nossa capacidade de interação através da mobilização espiritual e do desvendamento de dimensões que vão além daquelas tidas como existentes. A questão na dança, para mim, é: o corpo e seu avesso, a matéria e a invisibilidade.” . Mirtes Calheiros, bailarina, professora, socióloga, diretora da Cia. Artesãos do Corpo e coordenadora artística do Visões Urbanas – Festival Internacional de Dança em Paisagens Urbanas: “A data só ganha significado e sentido na medida em que outras ações façam com que o motivo da comemoração – a dança – esteja presente no cotidiano das pessoas, e não só dos artistas, durante todo o ano. O que quero dizer é que não adianta ter o dia da árvore se continuamos a ignorar quantas são destruídas por segundo, ou o dia do índio se as nações indígenas continuam sendo ignoradas e desrespeitadas em seus direitos, ou o dia da dança se esta continua a receber tão pouco espaço nos meios de comunicação, nas escolas, nos planos de governo, além das míseras políticas públicas para o setor. Aí o dia fica apenas uma data como outra qualquer. É importante comemorá-la, sem dúvida. Nossa sociedade abandonou alguns rituais e festas e isso nos empobrece. Comemorar significa reunir pessoas em torno de alguém ou algo que faça com que nos reconheçamos como iguais em nossas individualidades. Quando reunimos pessoas nos reconhecemos naquilo que fazemos e fortalecemos a arte em questão. O que de fato se comemora, hoje, é a resistência e teimosia de um monte de gente que rema contra a maré e continua dançando apesar de tudo. A comemoração do Dia Internacional da Dança deveria reunir pessoas que dançam para exigir respeito aos seus trabalhos e à dança como um segmento artístico essencial para o desenvolvimento da sociedade. . Monica Bammann, programadora do TD – Teatro de Dança de São Paulo: “As datas comemorativas são importantes para que, num ato eventual, possamos reforçar um movimento cotidiano, não visto ou percebido pelas pessoas em geral. No Teatro de Dança, programa público específico para a dança e em constante permanência, ao contrário de um evento, difundimos o seguinte lema: todo dia é dia de dança. Para, quem sabe, possamos um dia conseguir fazer da vinda do público à dança um ato semanal e, por que não dizer, diário.” . Sandro Borelli, bailarino, coreógrafo, diretor da Cia. Borelli de Dança: “Esta comemoração deveria ser importante, poderia ser uma data de muitas manifestações pelo país, por uma verdadeira política pública para a classe. É muito importante comemorar o Dia Internacional da Dança, para que possamos conseguir demarcar nosso espaço no cenário político. O que de fato se comemora nesta data é a resistência, a perseverança, a indignação. Se a classe se unir de verdade em torno dessa comemoração, poderá pleitear melhoras significativas. Só acredito em manifestações como mecanismo de pressão ao poder público e sem essa de serem pacíficas! Só assim seremos ouvidos e percebidos de verdade!”. . Sônia Mota, bailarina, coreógrafa, professora, atual diretora artística da Cia. de Dança Palácio das Artes de Belo Horizonte: “Como profissional talvez seja importante comemorar o Dia Internacional da Dança. Mas, só se TODOS se mexerem nesta ocasião. Só se todos fizerem neste dia um grande movimento em todas as cidades, todos os estados, todos os países. Porque quem não é da dança nem se dá conta de que 29 de abril é o dia da dança, assim como nem nos damos conta de que 27 de abril, por exemplo, é o dia da empregada doméstica.” Fonte: http://www.conectedance.com.br

Zumba queima 1.000 calorias por aula e deixa o bumbum durinho

Conheça os benefícios dessa atividade que mistura exercícios aeróbicos com dança

Não aguenta mais os equipamentos da academia e quer investir em uma atividade mais divertida? Experimente fazer algumas aulas de Zumba. O exercício mistura movimentos aeróbicos já conhecidos de quem faz atividade física com ritmos e coreografias latinas, como a salsa e o merengue. “Os treinos são intervalados e de total resistência, para maximizar a queima de calorias, beneficiar o condicionamento cardiovascular e promover a tonificação corporal por completo”, explica a professora Márcia Araújo Motta, da Cia Athletica de Brasília. Além disso, a Zumba é um prato cheio para quem procura emagrecer: cada aula com duração de uma hora pode queimar até 1.000 calorias. Entenda mais sobre a Zumba e conheça seus benefícios:

Não precisa de equipamentos

De acordo com a especialista em Zumba Caroline Desena Pereira Pascarelli, dona da academia Contours São Judas, a aula de Zumba não necessita de qualquer equipamento para ser feita. “Começamos com um aquecimento e depois intercalamos exercícios aeróbicos – para o condicionamento cardiovascular -, e movimentos de dança que trabalham músculos de forma localizada”, explica. Mesmo sem aparelhos, a atividade é muito intensa e capaz de queimar muitas calorias.

As coreografias são simples

Algumas pessoas podem desistir de ingressar nas aulas de dança por serem iniciantes ou por julgarem ter um condicionamento físico pouco adequado. Mas essa desculpa não cola no caso da Zumba, que pode ser feita por iniciantes ou experientes na área. “O intuito é criar um sistema de ginástica dinâmico, excitante, divertido e eficaz, e não uma aula de dança comum”, diz a professora Márcia Araújo Motta, da Cia Athletica de Brasília. O especialista educacional em Zumba Raphael Rosa, do Rio de Janeiro, afirma que qualquer pessoa, em qualquer nível de condicionamento, pode fazer as aulas e elevar o nível de atividade conforme for praticando.

Os resultados são rápidos

“Em torno de três meses é possível perceber resultados visíveis, já que a queima calórica de uma aula pode chegar a 1.000 calorias”, diz Raphael Rosa. Entretanto, a professora Márcia faz uma ressalva, dizendo que os resultados podem demorar mais ou menos dependendo do nível de intensidade com o qual o aluno faz as aulas e do preparo físico de cada um. “Mas assim que as mudanças começam a acontecer, o aluno se sente mais motivado e empenhado nas aulas”, completa Márcia.

Fortalece as pernas e o bumbum

O corpo é trabalhado como um todo na Zumba, porém os músculos dos membros inferiores (quadríceps, glúteo, posterior de coxa e panturrilha) são os que participam mais ativamente, ajudando a fortalecer principalmente pernas e bumbum. “Os músculos do centro do corpo, conhecido como CORE (abdômen, lombar, oblíquos, vértebras e membros superiores) também são muito trabalhados”, diz a professora Márcia.

Deixa a autoestima lá em cima

“Nós trabalhamos com energia positiva e diversão, não importa se você errar os passos ou não aprender de primeira, o importante é interagir e não deixar de tentar, promovendo um alto nível de disposição”, diz a professora Caroline. Os professores afirmam que é muito comum os primeiros alunos sentirem vergonha no início, por timidez ou medo de errar. “Mas conforme as aulas vão acontecendo, as pessoas se soltam e perdem a preocupação com o outro”, completa o especialista Raphael.

Trabalha a sensualidade

“A princípio as pessoas procuram a aula porque querem emagrecer, mas são envolvidas pelos ritmos latinos, que falam muito sobre o amor e a paixão, criando uma atmosfera mais sensual”, diz a professora Caroline. Na Zumba são feitas coreografias de salsa, merengue, cumbia e reggaeton. “Os movimentos latinos combinados com a dança elevam a autoestima e ajudam a despertar esse lado mais sensual no aluno.”

Melhora a agilidade e equilíbrio

Além da condição cardiorrespiratória, a Zumba também trabalha a percepção espacial e a coordenação motora, deixando os reflexos mais rápidos e melhorando o equilíbrio. “A mistura de movimentos em velocidades diferentes são as maiores responsáveis por esse ganho de agilidade e propriocepção”, diz Raphael Rosa. A combinação de movimentos de um lado e do outro, com uma perna só, girando e outros passos muito precisos são determinantes para o equilíbrio, completa a professora Caroline.

É um momento de fazer amigos

As coreografias são demonstradas pelos instrutores e feitas em grupo, todos participam, se integram e ajudam uns aos outros. “Além das coreografias individuais, podemos fazer danças em círculos, linhas e batalhas – estratégia na qual dividimos a sala em duas, colocando um grupo de frente ao outro, permitindo a troca de lugares e maior interação entre as pessoas”, diz o especialista Raphael. “Mesmo nas coreografias individuais, a Zumba não deixa de ser compartilhada, com todos interagindo e se divertindo”, diz Márcia Araújo.

Autora: CAROLINA SERPEJANTE

Fonte: www.minhavida.com.br

 

Conheça Os Benefícios De Usar A Dança Como Terapia

A terapia pela dança utiliza o movimento corporal e a emoção procurando uma integração psicofísica do indivíduo. Através dos movimentos, podemos nos comunicar.  A dança é uma das formas de expressarmos as emoções e sentimentos que, muitas vezes, são difíceis por palavras. A bailarina e Educadora argentina Maria Fux, unindo seu trabalho no palco com aulas e Psicologia Transpessoal, pôde discernir uma linguagem corporal que ajudaria a todos que buscavam, de alguma forma, aceitar seu próprio corpo e criou assim a Dança Terapia. Hoje a terapia pela Dança vem crescendo muito e sendo, muitas vezes, indicada por especialistas em Psicologia, Psiquiatria e Psicopedagogia como forma alternativa de aliviar e prevenir certos sintomas emocionais, como ansiedade, depressão, timidez, problemas mentais, comportamentais e autoestima, por exemplo. A psicopedagogia tem usado muito a terapia pela dança de forma criativa e divertida em crianças, especialmente aquelas com alguma dificuldade de aprendizagem, com histórico de abuso físico ou autismo. Para as pessoas da melhor idade, a dança promove uma estimulação cognitiva mantendo a saúde mental e física. A terapia pela Dança busca novas possibilidades e caminhos que auxiliam as pessoas a conviverem e a lidarem melhor com diferentes situações. Seus benefícios: – Trabalha músculos, articulações, ritmo, resistência, equilíbrio, lateralidade, flexibilidade e a agilidade, melhorando ainda as funções digestivas, respiratórias e neuromusculares. – Ativa várias funções importantes, como a memória, concentração, atenção, noção espacial, socialização, cooperação, disciplina, autoconfiança, gentileza e perseverança. Dançar é um ótimo exercício para o corpo, mente e espírito. Entre nessa terapia aproveitando a primavera, que chega para dançar, saudar a nova estação. Ouça as batidas do seu coração, solte o corpo e mente, liberte suas emoções e divirta-se